Aquele que diverge não é seu inimigo que deve ser destruído

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, exaltou a defesa incansável da democracia feita pela corte, ao ser homenageado nesta sexta-feira (11/8) com a mais alta honraria da USP: a medalha Armando de Salles Oliveira.

Alexandre recebe homenagem ao lado do ministro aposentado Ricardo Lewandowski, na Faculdade de Direito da USP

Divulgação

Formado na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, Moraes é professor associado da Universidade de São Paulo e recebeu a homenagem junto de outros dois ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal: Ricardo Lewandowski e Celso de Mello (que não pôde comparecer ao evento.

Em sua breve fala, Moraes destacou que tem características em comum com os dois colegas: a defesa incansável da democracia, a erradicação da discriminação — tema que foi o último voto plenário do ministro Celso de Mello antes de sua aposentadoria — e o combate à corrupção.

“A corrupção corrói. É o cupim da democracia. E isso, também, sempre nos uniu, para garantir sempre uma maior estabilidade democrática. Por isso minha honra em ser reconhecido pela minha universidade, que é exemplo para São Paulo, para o Brasil, a América Latina e o mundo”, disse.

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O ministro Alexandre de Moraes também apontou que as divergências existentes entre os homenageados representam fator legitimador de órgãos colegiados, pelo debate de forma respeitável. “No Brasil, se esqueceu que é possível divergir de forma amigável e respeitável, que aquele que diverge não é seu inimigo que deve ser destruído”, afirmou.

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